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Fazenda do Serrote, o hotel queridinho de Marisa Monte, Claude Troisgros e Camila Pitanga: ‘bons sonhos, chás de ervas, gargalhadas e pomar

Melina Dalboni

Santo Antônio do Aventureiro, Minas Gerais – A música “Vilarejo”, de Marisa Monte, é a tradução perfeita da Fazenda do Serrote, o aconchegante hotel criado pelo pernambucano Flávio Lira e pela carioca, nascida no Leblon, Ana Paula Vasconcelos. “Lá, o tempo espera”, como diz a letra, fica em Santo Antônio do Aventureiro, perto de Além Paraíba, e portas e janelas parecem ficar “sempre abertas pra sorte entrar”. A sorte e os fãs, como artistas, chefs e designers, que enchem o livro de ouro com declarações apaixonadas não apenas pelo lugar, mas também pelo casal de proprietários e seus dois filhos, a pequena amazona Luana, de 7 anos, e o futuro cavaleiro Francisco, de 3.

A definição hotel-fazenda não é exatamente adequada. Assim que chega, o hóspede percebe que será tratado como amigo da família. Tanto que pessoas como Marisa Monte e Adriana Calcanhotto decidiram comemorar lá seus aniversários, com direito a fogueira e sanfoneiro.

Nesta antiga fazenda de café, o casarão, de 1905, foi restaurado. Flávio e Ana Paula, que se conheceram num carnaval em Olinda, compraram a fazenda, que estava em ruínas, em 1996, quando tinham apenas 26 anos. Como acharam o lugar? Ficava perto da casa da avó de Ana Paula, dona Antonina, moradora de Santo Antônio Aventureiro.

– Foi como um resgate da minha história. Meu pai nasceu aqui – conta Ana Paula.

A fazenda tem 18 quartos – todos com split, moringa de barro com água fresca e flores do campo -, 37 cavalos das raças manga-larga, manga-larga marchador e campolina, uma piscina de pedras quentes, queda-d’água artificial (projeto pessoal dos donos), lago, painel pintado por Dominique Jardy e 40 funcionários – entre eles, a chef Luzia Zoffoli, que aprendeu a cozinhar com dona Antonina.

Luzia faz bricohe de aipim, bolinho de chuva, tutu à mineira e frango caipira com quiabo, tudo com ingredientes da fazenda ou das redondezas. As refeições são anunciadas por um sino. E crianças e adultos comem em horários diferentes.

A gastronomia faz tanto sucesso que a chef Luzia tem fãs famosos. Marisa Monte adora o pão integral de frutas. Jairo de Sender ama o suflê de goiabada. Claudio Amaral Peixoto não dispensa a caipirinha Serrote (com caldo de cana, vodca e limão).

– O bolo de rolo é marravilhoso. O restaurante de comida mineira é incrrrível – disse Claude Troisgros, que se hospedou no Serrote com a mulher, a diretora de TV Clarice Sette.

Outro francês que sabe tudo de gastronomia também elogia a cozinha de Luzia.

– Um bom leitão à purrurruca você pode comer em muitos lugares, mas em poucos num ambiente tão gostoso. Isso faz com que o de lá seja o melhor do mundo – derrete-se o chef Roland Villard.

Todo sábado, logo depois do café da manhã (com broa de milho, pão de queijo e tudo mais), Flávio veste roupa de comandante e, com o bom sotaque de Recife, faz uma apresentação dos cavalos, embaixo de um pé de jambo. Depois, segue para um passeio em grupo até o centro de Aventureiro. A égua preferida de Camila Pitanga é a Serenata.

Um aviso bem-vindo: não há TV nos quartos nem sinal para celular. Marisa Monte, que parece ter se inspirado no hotel ao compor “Vilarejo”, resumiu bem sua estada no livro de ouro: “Que delícia os dias aqui. O tempo é próprio, bons sonhos, chás de ervas, boa conversa, gargalhadas e pomar”.

Fonte: O Globo. Para ver mais fotos do local, clique aqui.

2 thoughts on “Lá, o tempo espera

  1. Já pensou encontrar MM no café da manhã em algum hotel? essas coisas não acontecem comigo:(

  2. É num lugar desses que eu gostaria de passar com minha família as próximas férias. Sou fã da Marisa!!

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