Entrevista com uma diva da Música Brasileira

Texto retirado do site da MPB FM.

Afinal, qual a definição de diva? Basta talento para conquistar uma legião de fãs? A nossa homenageada do mês de julho na MPB FM deu a resposta…

A equipe partiu para a gravação do Revista MPB e de mais um monte de coisas no escritório do empresário da Marisa Monte. Como se não bastassem a ansiedade e os nervos a flor da pele, um engarrafamento ainda transformou o horário apertado em atraso. Mas nervosismo pra quê? Foi só chegar ao local combinado que tudo se desfez…

Marisa Monte estava de calça de linho, uma blusinha preta e um saltão. Óculos escuros e aquele batom vermelho que é a sua marca registrada. Mas logo sua produtora pediu: “você vai ficar assim, vestida de Marisa Monte?”. Brincadeiras a parte, a simpatia logo transpareceu. Saca aquela energia boa, aquela luz que certas pessoas têm e que faz todos ao redor sentirem-se leves? Pois bem. Foi nesse clima livre e solto que a nossa gravação se deu. Elogios pra lá, agradecimentos pra cá e o papo seguiu tranquilo, como deve ser. Não só o papo, mas toda a preparação de surpresinhas que vocês vão conferir ao longo desse mês.

Ao sair de lá, o papo no MPBmóvel foi um só: ela não existe! Sim, isso é uma diva de verdade.

O primeiro Revista MPB já foi ao ar e você pode conferir aqui. A segunda parte você confere nos 90,3 da MPB FM na próxima sexta-feira (16/07/2.010), ao meio-dia.

Ouça a segunda parte do Revista MPB com Marisa Monte aqui!

Artista homenageada do mês

O pop-clássico da cantora toma conta da MPB FM

Texto retirado do site da MPB FM.

Adolescente nos início dos anos 80, ela buscava atenta outros rumos bem diferentes da febre brasileira por bandas rebeldes. Firme em seus desejos, ela saiu do país para tentar se dedicar à ópera . Por muitos anos foi o canto lírico que norteou a vocação de Marisa Monte na música. Aos poucos, a cantora foi descobrindo seu desejo mais espalhado, distribuído pelo jazz, pelo samba e até mesmo o rock que antes parecia pouco atrativo perto de suas aspirações musicais clássicas. Marisa se viu, na verdade, mais popular, mesmo antes de se alojar nesse contexto da música nacional.

De volta ao país, Marisa Monte contou com um encontro que foi essencial para seu lançamento. Entre os admiradores que se espremiam em pequenas casas onde a cantora se apresentava, estava Nelson Motta. Produtor do primeiro grande show de Marisa Monte, Nelson trabalhou a cantora antes de lançá-la comercialmente. Marisa já acumulava lotações de casas de show e repertório vasto e seguro quando lançou seu primeiro disco. Um especial chegou a ser gravado pela cantora na TV Manchete, com direito a direção de Walter Salles.

O primeiro trabalho da cantora também passeou pelo inesperado. Marisa gravou o primeiro LP ao vivo, fato raro para qualquer artista iniciando carreira. Em um repertório de samba, jazz, folk, soul, bossa nova e rock, “Bem que se quis” despontou no cenário nacional e o disco atingiu a marca de quinhentas mil cópias. Deu-se a história: Marisa Monte, estreante, era artista pronta.

Se no primeiro disco, o “MM”, Marisa Monte despontou como uma intérprete versátil e impressionante, no “Mais”, lançado dois anos depois, a cantora revelou sua potência como compositora, ampliando ainda mais o domínio pela própria carreira.

Em seu terceiro álbum “Cor de Rosa e Carvão”, lançado após o sucesso de “Mais” e de uma já não mais tímida carreira internacional, Marisa rompeu o paradigma musical de quem classificava solitariamente cada estilo cantado por ela. Dando início a sua parceria com Carlinhos Brown, a cantora integrou um novo ritmo a cada estilo que fazia parte de seu repertório e ganhou em sonoridade.

Marisa teve ao longo de sua carreira o benefício de suas próprias escolhas. Repertório escolhido cuidadosamente por ela, produções acompanhadas de perto, gravações e estilos definidos também por simples e puro desejo. Marisa tem o mérito de ser discreta em um cenário abarrotado de grandes estrelas midiáticas. Marisa faz barulho cuidadoso: um Barulinho Bom, diria seu quarto álbum, lançado em 96.

Dona não só de sua música como de sua carreira, em 2000 Marisa lançou o primeiro disco produzido pelo seu próprio selo musical, o Phonomotor. O capricho no encarte revelava o processo produtivo de Marisa e aguçava a vontade de chegar ainda mais perto da cantora. A extensão desse desejo foi premiada. Com videoclipes primorosos, Marisa ganhou da MTV o Oscar da categoria. Um livro cuidadosamente editado também revela um outro cotidiano da cantora.

Os anos 2000 também consolidaram as parcerias espaçadas firmadas entre Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes. S e durante quase toda a carreira da cantora os dois estiveram presentes influenciando profundamente sua produção musical, em 2002, a parceria virou trio e a influência foi fundida no caseiro “Tribalistas”.

Quatro anos depois e já mãe, Marisa se dedicou a uma profunda pesquisa musical dentro do estilo que se aproximou de seu repertório ao longo dos anos. Marisa pegou o samba pela mão, desenhou ao seu próprio traço e o lançou em dois discos, “Universo ao meu redor “e “infinito particular”.

Mais de vinte anos se passaram desde o primeiro disco e Marisa já acumula marca superior a nove milhões de discos. Mas deixemos os números de lado, eles não importam dentro das memórias da cantora.

* Promoção Kit Marisa Monte. Acesse o site e saiba como participar!

* Responda também à enquete:

Entre as composições de Marisa Monte, qual música você mais gosta?

E ATENÇÃO: A 1ª parte da entrevista exclusiva com Marisa Monte, será hoje às 12h , pela web em http://www.mpbbrasil.com/radio-aovivo . Com reprise, às 19h.

Marisa Monte: trilha de cinema

POR BRUNO ASTUTO – O Dia Online. Diversão e TV.

Do mundo da moda para o cinema: Robert Guimarães, que produz o prêmio Rio Moda Hype para novos estilistas, vai dirigir um curta-metragem no fim do mês. É o primeiro ensaio para encarar o longa de estreia, em cujo roteiro ele conta com a parceria do escritor Jean Willys, aquele do ‘BBB’.

No curta, Eriberto Leão e Fabíula Nascimento fazem os papéis principais, como patrão e empregada. E o produtor Liminha assina a trilha, que terá até música exclusiva de Marisa Monte. Poder…

Aniversário de Paula Lavigne

foto por Mauricio Melo

A festa foi no apartamento da produtora em Ipanema

Por Marcelle Lira – Edição Lorena Forti

A chuva não atrapalhou em nada a comemoração do aniversário de Paula Lavigne, em seu apartamento em Ipanema. Muitos amigos famosos foram prestigiá-la. A CONTIGO!, com exclusividade, acompanhou a entrada de alguns convidados no prédio da empresária. Estiveram por lá: Taís Araújo e Lázaro Ramos, Letícia Sabatella e André Gonçalves, Cleo Pires e o namorado, João Vicente, Marisa Monte, Luciano Huck, Cacá Diegues, Carolina Dieckmann, Guilhermina Guinle, Vera Zimermann, Xuxa Lopes, Andrucha Waddington, Virgínia Cavendish, Rafaela Mandelli, Flora Gil, Emanuelle Araújo, Gilberto Braga e Amin Kader. Segundo Kader, ”a festa estava farta, muito animada, e a decoração toda à luz de velas”.

Lá, o tempo espera

Fazenda do Serrote, o hotel queridinho de Marisa Monte, Claude Troisgros e Camila Pitanga: ‘bons sonhos, chás de ervas, gargalhadas e pomar

Melina Dalboni

Santo Antônio do Aventureiro, Minas Gerais – A música “Vilarejo”, de Marisa Monte, é a tradução perfeita da Fazenda do Serrote, o aconchegante hotel criado pelo pernambucano Flávio Lira e pela carioca, nascida no Leblon, Ana Paula Vasconcelos. “Lá, o tempo espera”, como diz a letra, fica em Santo Antônio do Aventureiro, perto de Além Paraíba, e portas e janelas parecem ficar “sempre abertas pra sorte entrar”. A sorte e os fãs, como artistas, chefs e designers, que enchem o livro de ouro com declarações apaixonadas não apenas pelo lugar, mas também pelo casal de proprietários e seus dois filhos, a pequena amazona Luana, de 7 anos, e o futuro cavaleiro Francisco, de 3.

A definição hotel-fazenda não é exatamente adequada. Assim que chega, o hóspede percebe que será tratado como amigo da família. Tanto que pessoas como Marisa Monte e Adriana Calcanhotto decidiram comemorar lá seus aniversários, com direito a fogueira e sanfoneiro.

Nesta antiga fazenda de café, o casarão, de 1905, foi restaurado. Flávio e Ana Paula, que se conheceram num carnaval em Olinda, compraram a fazenda, que estava em ruínas, em 1996, quando tinham apenas 26 anos. Como acharam o lugar? Ficava perto da casa da avó de Ana Paula, dona Antonina, moradora de Santo Antônio Aventureiro.

- Foi como um resgate da minha história. Meu pai nasceu aqui – conta Ana Paula.

A fazenda tem 18 quartos – todos com split, moringa de barro com água fresca e flores do campo -, 37 cavalos das raças manga-larga, manga-larga marchador e campolina, uma piscina de pedras quentes, queda-d’água artificial (projeto pessoal dos donos), lago, painel pintado por Dominique Jardy e 40 funcionários – entre eles, a chef Luzia Zoffoli, que aprendeu a cozinhar com dona Antonina.

Luzia faz bricohe de aipim, bolinho de chuva, tutu à mineira e frango caipira com quiabo, tudo com ingredientes da fazenda ou das redondezas. As refeições são anunciadas por um sino. E crianças e adultos comem em horários diferentes.

A gastronomia faz tanto sucesso que a chef Luzia tem fãs famosos. Marisa Monte adora o pão integral de frutas. Jairo de Sender ama o suflê de goiabada. Claudio Amaral Peixoto não dispensa a caipirinha Serrote (com caldo de cana, vodca e limão).

- O bolo de rolo é marravilhoso. O restaurante de comida mineira é incrrrível – disse Claude Troisgros, que se hospedou no Serrote com a mulher, a diretora de TV Clarice Sette.

Outro francês que sabe tudo de gastronomia também elogia a cozinha de Luzia.

- Um bom leitão à purrurruca você pode comer em muitos lugares, mas em poucos num ambiente tão gostoso. Isso faz com que o de lá seja o melhor do mundo – derrete-se o chef Roland Villard.

Todo sábado, logo depois do café da manhã (com broa de milho, pão de queijo e tudo mais), Flávio veste roupa de comandante e, com o bom sotaque de Recife, faz uma apresentação dos cavalos, embaixo de um pé de jambo. Depois, segue para um passeio em grupo até o centro de Aventureiro. A égua preferida de Camila Pitanga é a Serenata.

Um aviso bem-vindo: não há TV nos quartos nem sinal para celular. Marisa Monte, que parece ter se inspirado no hotel ao compor “Vilarejo”, resumiu bem sua estada no livro de ouro: “Que delícia os dias aqui. O tempo é próprio, bons sonhos, chás de ervas, boa conversa, gargalhadas e pomar”.

Fonte: O Globo. Para ver mais fotos do local, clique aqui.

Marisa Monte na Praia do Forte, BA

Novo Fiat Uno é lançado em Praia do Forte
Roberto Nunes | A Tarde

A Fiat lançou, nesta quarta-feira, 5, o novo Uno na Praia do Forte, no litoral baiano. Ao contrário do que muita gente esperava, o novo veículo não aposenta o Mille, modelo precursor da família Uno lançado em 1983 no Brasil.

O show na quarta-feira à noite foi comandado por Marisa Monte, com convidados especiais (Nando Reis & Seu Jorge).

Entre os jornalistas a impressão geral era de uma boa perspectiva de sucesso do Novo Uno, que deverá roubar vendas do Mille e também do Pálio. Uma nova versão do Palio está a caminho e deve chegar ao mercado no início do próximo ano.

Fonte: Automotive Business.

Eu Quero Ver a Rainha

Quarta feira (05/05/2.010). Logo cedo pé na estrada rumo a Salvador tocar num evento. Ao chegar no aeroporto, a grande surpresa: Marisa Monte fará um show antes de mim com as participações de Seu Jorge e Nando Reis. Pronto. A obrigação do ofício vira prazer. A euforia toma conta do meu ser e esqueço completamente das minhas obrigações. Peço para chegar antes da minha apresentação e fico na primeira fila. Por que? Primeiro Marisa Monte não costuma fazer show fechado. Segundo, porque não está em turnê no momento e preparou um show especial para essa noite. É demais pro meu coração.

E chega a hora. Pessoas bebendo e falando alto. Bem alto. Mas quando o responsável pelo evento chega até o microfone e anuncia a atração até então desconhecida pelo público, vejo a grande turba vir em direção ao palco. E é tudo verdade: Marisa Monte surge em cena com sua presença forte, seu talento insuperável e sua musicalidade genial. Sim, Marisa é dona de todos esses atributos que fazem dela um fenômeno desde que chegou ao mercado em 1987 e fundou um novo estilo de cantar, de se apresentar num palco e vender um produto ainda chamado LP. O Brasil parou. Eu estava lá e atesto para todos os fins. As novas cantoras surgidas a partir dali também comprovam isso, visto a quantidade de imitadoras de seu estilo (sempre em tom inferior) que apareceram desde então.

Nesse show especial e inédito ela demonstra o cuidado de sempre: ilumina uma canção do passado com propriedade única (Fuga Nº2 dos Mutantes) funda novas parcerias (relembra o antigo dueto com Ed Motta em Ainda Lembro agora com Seu Jorge), confirma que é autora de hits alheios que não parecem ser seus (Onde Você Mora, clássico do Cidade Negra cantado por ela nessa noite com Nando Reis é uma prova disso) e encerra o assunto quando o tema é ser a maior cantora do Brasil a partir dos anos noventa.

Marisa sabe ser uma deusa das canções. Sabe que um talento nato associado a um empresariado eficiente, fazem a grande diferença. Nada escapa ao seu controle. Nada tem pressa. Discos seus vão para as prateleiras quando realmente existe algo de novo a dizer. Traz de voltas nomes esquecidos da MPB e os transforma em sucesso do momento (Jorge Ben, Tim Maia e Novos Baianos reinterpretados por ela na hora certa, são bons exemplos disso). Lança novos músicos (o guitarrista Davi Moraes estourou no mercado como símbolo sexual e guitarrista quando fez parte de uma turnê sua) e inova em cenários e figurinos todos copiados a exaustão logo em seguida por cantoras de segundo escalão.

Depois de tudo isso que eu disse aqui só lhe resta uma saída: compre uma passagem para Salvador no próximo sábado, pule o muro do hotel e corra na direção do palco que tudo isso vai acontecer novamente. Eu te espero lá.

Fonte: Site Oficial DJ Zé Pedro.